Saiba nove curiosidades sobre perda auditiva e formas de prevenção
A audição é ameaçada constantemente pela
poluição sonora. O barulho do trânsito, o som alto das festas e de aparelhos como o MP3
player prejudicam muito a saúde auditiva e podem causar danos irreversíveis.
Para saber mais sobre o assunto e formas de prevenção, confira nove
pontos importantes listados pelo otorrinolaringologista Julio Miranda Gil,
membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico
Facial (ABORL-CCF):
1) Os traumas auditivos ou perdas auditivas induzidas por níveis de pressão
sonora elevados eram considerados doenças ocupacionais, já que costumavam
surgir por conta de empregos que envolviam altos ruídos sem o uso de
equipamento de proteção adequado pelo trabalhador.
O que se vê hoje em dia é que o problema também é causado pelo barulho
causado pelo trânsito e por diversas atividades de lazer, como ouvir música
alta e utilizar fones de ouvido, e ainda freqüentar discotecas;
2) Os principais fatores envolvidos com a perda auditiva são exposição a
ruídos e predisposição individual, sendo que se sabe que pessoas brancas são
mais suscetíveis que as negras, principalmente as com olhos azuis;
3) Quem fala alto deve ser submetido a uma audiometria, embora, na maioria
dos casos, é apenas um costume individual ou familiar, como deixar o som alto
do rádio ou TV;
4) A perda auditiva pode permanecer e tende a ser maior quanto mais tempo a
pessoa é exposta a ruídos.
Costuma ser neurossensorial, ou seja, acomete o nervo auditivo, é
irreversível e pode ser de leve a moderada, com perda de até 40% da audição;
5) A prevenção começa a partir do conhecimento de que a perda auditiva está
relacionada com o volume do barulho e o tempo de exposição.
Então, se a pessoa está em uma discoteca, onde o volume da música e dos
ruídos pode chegar a 100dB (decibéis), especialmente próximo às caixas de som,
deve ir a uma área externa ou mais calma por cerca de 15 minutos com o intuito
de que o sistema auditivo se repare.
Isso vale também para o trânsito, que pode chegar até 105dB. Quem
trabalha próximo a pontos de ônibus ou ruas movimentadas, por exemplo, deve
fazer uso de abafadores de ouvido.
Aqueles que estão só de passagem podem ficar nesse ambiente por, no
máximo, uma hora;
6) Perto de 5% das perdas auditivas são creditadas ao uso de MP3 ou outros
aparelhos eletrônicos. A orientação é de que o volume do fone de ouvido seja
ajustado em um ambiente silencioso.
Quando a pessoa vai
à rua ou a algum lugar com ruído externo, o volume não deve ser aumentado. A mesma dica vale para quando se escuta música
dentro do carro.
Se o som do fone de ouvido é percebido por alguém a mais de um metro de
distância, é sinal de que está muito alto. Opte sempre pelos aparelhos mais
modernos que possuem limitador de volume e, mesmo assim, acerte o volume para
60% do limite, no máximo;
7) Os limites de
tolerância para ruído ou barulho variam de acordo com a intensidade (volume) e
o tempo de exposição. Começa a ser lesivo a partir de 85dB.
Pode-se ficar até
oito horas a 85dB, quatro horas a 90dB, uma hora a 100dB, 15 minutos a 110dB e
sete minutos a 115dB;
8) O diagnóstico de
perda auditiva é realizado por meio de consulta médica (com exame físico
específico dos ouvidos) e exame audiométrico;
9) Se o paciente tem
um trauma auditivo agudo, pode-se apostar em algumas medicações para reverter o
quadro. Caso seja crônico, é irreversível.
Especial para Terra
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